Este elegante inglês, que não abre mão do seu paletó tweed e vive às birras com a realeza contou um pouco do que pensa sobre literatura, cinema, matemática e chá.
Inico da entrevista:
Toaleteiro: "Estamos aqui com ele hoje, ele que não é a madame Soffier mas adora toma um cházinho. Chapeleiro louco!
-Olá. Muito obrigado por me ceder um pouco do seu preciso tempo…
Louco: -Não. Nada disso. Vou dar uma entrevista. Meu tempo é meu. Prefiro que continue assim.
Toaleteiro: -Ok. Ok. Desculpe, mas não sei como me refiro a você. Posso te chamar de Chapeleiro.
Muito gentil e um pouco atrapalhado, ele foi logo me servindo chá enquanto sentávamos em uma comprida mesa no jardim.
Louco: -Prefiro Louco. É mais elegante.
Toaleteiro: -Se todos no País das Maravilhas são loucos. Porque só você acha que pode tomar a palavra para si?
Louco: -Não quero tomar palavras. Prefiro chá.
Toaleteiro: -Gostei do assunto. Vou insistir. Dizem na época do seu nascimento um certo vapor causava loucura aos fabricantes de chapéu. Por isso, era comum a expressão ‘Louco como um chapeleiro’ … E daí surgiu seu nome.
Louco: -Que sorte a minha. Imagine se a expressão fosse: ‘feio como um chapeleiro…
Toaleteiro: - …seu nome seria Chapeleiro Feio.
Louco: -Feio é você.
Toaleteiro: -O quê?
Louco: –O quê, oquê?
Toaleteiro: –O quê você falou?
Louco: –O que você me chamou… Feio!
Toaleteiro: -Não eu não disse isso.
Louco: -Claro que não disse. Foi eu quem disse.
Toaleteiro: Ok. Outra pergunta… Ouvi dizer que você está perpetuamente na hora do chá, porque você discutiu com o Tempo. O Tempo se vingou e manteve o dia permanentemente na hora do chá.
Louco: -Não é tão ruim. Podia ser a hora do banho.
Toaleteiro: -Você não gosta de tomar banho?
Louco: -Eu já disse. Prefiro chá. Você é surdo?
Toaleteiro: -Surdo e feio. Obrigado pelos adjetivos.
Louco: -Não tem de quê.
Toaleteiro: -Ok. Vamos falar sobre a história de Alice. Quem inicia a aventura, quando Alice o segue até a toca. Você não se sente inferiorizado pelo autor. Será que o coelho branco é o preferido de Lewis Carroll?
Louco: -Se o coelho fosse importante, Johnny Deep interpretaria ele.
Toaleteiro: -Talvez um ator tão requisitado não quisesse usar orelhas.
Louco: -Ah! E você acha que ele preferiu ficar parecido com a Rita Lee?
Toaleteiro:-Rsrsrsrsrsrs.Ok, concordo com você.
Louco: -Concorda?
Toaleteiro: -Sim.
Louco: -Então, retiro o que eu disse.
Toaleteiro: -Como assim?
Louco: -Não gosto que concordem comigo. Temos que ter opiniões distintas. A minha opinião é minha. E ninguém tasca. Quer outra xícara?
Toaleteiro: -Não obrigado. A minha ainda está cheia. A conversa está tão animada que esqueci de beber.
Louco: -Psiiiiiiu.
Toaleteiro: -O que foi?
Louco: -Silêncio. Vamos deixar a conversa desanimar. Assim você pode beber.
Durante alguns minutos constrangedores, o silêncio se fez na mesa. Tive que esperar o entrevistado autorizar a próxima pergunta, olhando para o relógio e pedindo pressa.
Louco: -Vamos às perguntas. Seja rápido. Tenho um compromisso muito importante.
Toaleteiro: - É mesmo?
Louco: -Sim. Preciso ferver água para o chá. As perguntas, as perguntas…
Me atrapalhei um pouco até desenvolver outra vez uma linha de raciocínio.
toaleteiro: -Tudo bem… Muito se fala em lógica do absurdo na historia de Lewis Carroll. O fato do escritor ser um matemático influencia esta análise?
Louco: -Bom, o livro pode ser interpretado de várias maneiras. Uma das interpretações diz que a história representa uma entrada súbita e inesperada na vida adulta. É um livro cheio de raciocínios próprios da ciência matemática, como um conceito geral de abstração que ocorre frequentemente em diversos âmbitos da ciência; um exemplo da utilização deste raciocínio na matemática é a substituição de variáveis. Além disso, o gosto – duvidoso, eu diria – por trocadilhos ao longo da obra, provavelmente é influenciado por essa uma lógica exata. Os fatos se concatenam. E a hipotenusa é perpendicular À uma óbvia razão inexplicável lógica.
Toaleteiro: -Oi?
Louco: -Oi. Tudo bem. Aceita um chá?
Toaleteiro: -Não. Não é isso. Eu não entendi nada do que você falou.
Louco: - Você é burro…
De repente me vi alterado. Me pus em pé e dei um soco na mesa.
Toaleteiro: -...e feio, e surdo e o que mais?
Louco: - Não se julgue desta forma. Está precisando se acalmar.
Toaleteiro: -É mesmo? E tem alguma ideia para isso?
Louco: -Beba seu chá.
Em silêncio, sentei e comecei a digitar este post.




1 comentários:
masuisjaduhas asduasudf erfjirfísodemf ferofdmvckvmiemvrimdfivmidofmviomdcvimxc,vmfr,vmc,vmkfvifvkxcm,vmcvcv fvcdvmicvmiofdmvimfoivdfovckovmoiver´fqr fgdfgsdf3g1. t1ghgf1h2bg1 1hgf6hfg
Postar um comentário